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Muitos proprietários alimentam seus cães em demasia, pensando que estão sendo bons com eles, mas de fato só estão tornando seus cães mais obesos. O resultado em carregar excesso de peso provavelmente irá encurtar a vida do cão, e isso não é o que o proprietário deseja.
Antes de começar a treinar seriamente os saltos, certifique-se que o cão não está com excesso de peso, ponha-o em uma dieta e aumente os exercícios físicos, caso seja necessário.
Até que o cão complete 01 ano de vida, não exija muito dele, pois sua estrutura óssea continua em formação.
Um bom livro ou até um vídeo poderá ensinar um iniciante muitas coisas, porém não será substituto para um bom instrutor.
Enquanto que o SLALOM e os SALTOS podem ser seguramente ensinados sem supervisão, sou da opinião que os grandes equipamentos somente deverão ser ensinados sob supervisão apropriada.
Muitos condutores quando chegam pela primeira vez para o treinamento de Agility, trazem cães utilizando o tradicional enforcador.
Este instrumento de treinamento é insubstituível para OBEDIÊNCIA E CONTROLE DO CÃO, mas não tem nenhuma utilidade no treinamento do Agility.
Todo sucesso em treinar um cão, estende-se ao ponto em que ele ganhe confiança e que ele está fazendo o que o condutor está solicitando.
Com o Agility, ensinando os cães a terem confiança tem um grau de importância muito maior, não somente porque ele necessita ter a confiança em estar fazendo o que lhe foi solicitado, mas também ter toda e total confiança nos equipamentos (obstáculos).
Portanto, CONFIANÇA é provavelmente o fator principal em treinamento para o AGILITY.
Com certeza, se o condutor tiver sempre em mente que qualquer reação ao treinamento vai destruir a confiança e amedrontar o cão, isso deve ser evitado, assim sendo, você vai conseguir.
Leve sempre em consideração que o cão sempre irá refugar os obstáculos, caso não sinta firmeza, portanto o condutor tem que se certificar que os obstáculos são firmes e fortes.
Enquanto que alguns obstáculos de AGILITY podem ser treinados agrupados, acredito que o teste que o básico foi ensinado corretamente é ter total controle do salto.
Isto quer dizer, ponha o cão sentado quieto na posição junto, sem guia, em frente a um salto até que seja dado o comando de pula. Com um comando ele deve pular o obstáculo, após um novo comando o cão deverá ficar na posição do novo comando: FICA , ou SENTA ou DEITA .
A reação ao comando deverá ser como se estivesse apertando os botões de uma máquina bem lubrificada, esse é o modo correto de demonstrar total controle sobre o cão.
O reverso seria correr um circuito de AGILITY com o cão saltando, com guia, o que não será nada bom para seu controle.
Isto não denota que os cães tem prazer de saltar, mas sim que saltarão qualquer coisa, sendo o obstáculo que o condutor quer que ele salte ou não.
Em qualquer livro sobre treinamento de cães, mais cedo ou mais tarde, a questão dos comandos sempre vai aparecer.
Claro que a resposta é sempre a mesma, o condutor pode utilizar-se de qualquer palavra prevalecendo que estas sejam as mesmas e consistentes.
Treinadores de cães entendem que os cães reagem ao som e não a palavras.
Palavras só fazem sentido aos humanos, mas o som utilizado, vai passar a mensagem ao cão.
O cão também vai aprender muito rapidamente à reagir aos sinais que são conscientemente e inconscientemente dado.
Um bom exemplo é a demonstração de que o cão dá ao seu dono quando pegamos uma guia ou uma tigela de comida. Nesses casos o cão aprendeu a mensagem que estes itens trazem, portanto, reagem à eles.
Situações também induzem o cão à reagir. O cão vai associar prazer quando vai passear de carro e provavelmente vai pular para dentro do carro quando a porta do carro estiver aberta.
Estas reações podem ser utilizadas com grande benefício quando treinamos para o Agility.
Muitos cães experientes vão fazer as negociações necessárias dos obstáculos que estão para enfrentar sem que um comando seja necessário.
Tudo que o condutor tem de fazer é levá-lo em direção ao obstáculo que o cão reagirá de acordo, podendo ser o túnel, a passarela ou um salto.
Nesses casos, o cão está reagindo a uma situação a qual, prevalecendo a combinação com o controle básico, é uma grande vantagem para o condutor.
Em um circuito de AGILITY, Grau 3, quando os saltos estão perto um dos outros, sem o controle básico, um desastre pode acontecer muito facilmente.
Pode ser até que dois obstáculos similares estejam perto um do outro, sendo que somente um é o correto, mas o cão vê a situação onde qualquer salto para ele é o correto.
Portanto, a única maneira de evitar tal desastre é que o condutor tenha um bom controle sobre o cão para chamá-lo "AQUI" para que evite que pule o obstáculo incorreto e leve-o para o correto.
Um dos métodos para ensinar os comandos dos obstáculos é colocá-los em um grupo de 03, usando comandos diferentes para cada grupo.
O sistema que uso, para os comandos são os seguintes:
- PULA para os saltos e salto de longa distância
- TÚNEL para os dois túneis
- RAMPA para a RAMPA A
- DOG WALK para a PASSARELA
- PASSA para o SLALOM
- GANGORRA
- MESA
- PNEU
Mas o ponto fundamental sobre os comandos, é que você pode utilizar qualquer um, contanto que seja consistente e que funcione para você.
O que deve ser lembrado é que o AGILITY não é um teste de obediência, portanto vários comandos e sinais podem ser utilizados, porém lembre-se: aqueles cães que não são obedientes provavelmente irão cometer faltas, não transpondo obstáculos ou perderão tempo.
Autor: Sam Gottlieb - Agility News
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